dandirevoltado

Saturday, July 01, 2006

Luz, Câmera, Platão

Você já ouviu falar em Platão? Bem, é lógico que você já ouviu esse nome nas aulas de filosofia do 2ª grau, mas é claro que você nem deu bola, pois com certeza você aproveitava as aulas de filosofia para dormir ou fazer os trabalhos de química que não fez em casa. Platão foi um filósofo que viveu durante o período de declínio de Atenas e ascensão da Macedônia. Ele foi aluno de Sócrates, viajou à Sicília e provavelmente ao Egito, onde conheceu Pitágoras (isso mesmo, aquele teorema que você usava nas provas de matemática é culpa desse cara).
Platão escreveu um livro que foi muito importante para a filosofia ocidental, esse livro é “A República”, além de falar sobre política, esse livro trás a famosa alegoria da “Caverna”.
Nesse famoso mito, Platão relata a história de um grupo de pessoas que viviam acorrentadas admirando eternamente a parede nos fundos de uma caverna, entre a parede e essas pessoas havia apenas uma fogueira que projetava a sombra desses indivíduos na parede. Para essas pessoas que viveram o tempo inteiro naquela caverna, as sombras refletidas na parede eram a realidade. De acordo com o mito da caverna, uma das pessoas que estava acorrentada consegue fugir para fora da caverna e enxergar o mundo sem sombras, ao descobrir que existe uma outra “realidade” longe das sombras, essa pessoa volta para a caverna avisar seus amigos, mas infelizmente, eles não acreditam nela.
Platão, com essa metáfora falando sobre cavernas, escuridão e pseudo-realidades, foi um profeta, pois ele mostrou como funcionaria o cinema, essa máquina de entretenimento que foi inventada no final do século XVIII pelos dois irmãos franceses, os Lumiere. O cinema nada mais é que um bando de pessoas olhando para imagens em movimento em uma parede branca. A “caverna” de Platão diz para todos nós o que o Arquivo X já dizia faz tempo: “A verdade está lá fora”, ou seja, fora do mundo escuro e ilusório da caverna. Platão só não inventou a pipoca.
Por isso toda vez que você assistir a algum filme do Quentin Tarantino, lembre-se: a culpa é toda do Platão.

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