dandirevoltado

Thursday, April 20, 2006

Deu a louca no mundo

No século XVIII, na Europa, a sociedade enxergava as pessoas loucas quase como animais, era só alguém demonstrar algum comportamento estranho, tais como rasgar dinheiro, dizer que foi abduzido, se atirar no chão e fingir que está se afogando no oceano Atlântico, que logo esse indivíduo era considerado louco. Nos asilos, nus e acorrentados, essas pessoas que não regulavam bem eram visitados frequentemente por um bando de indivíduos curiosos que morriam de rir daquilo tudo. Até que o médico francês Philipe Pinel (1745-1826) defendeu a tese de que aquelas pessoas estavam doentes e precisavam se tratadas. Os revolucionários franceses, interessados em ser vanguarda em tudo, aceitaram essa idéia "pirada" e deram a Pinel a direção de um hospício, e não é que a loucura (aparentemente) deu certo.
O tratamento dado aos criminosos também mudou. O filósofo iluminista italiano Beccaria escreveu "Do Delito das penas" para provar que o criminoso era um produto da sociedade e deveria se reeducado.
Essas idéias iluministas ajudavam a libertar as pessoas? Michael Foucault, filósofo francês do século XX tentou mostrar o contrário, para ele, a nova época burguesa, da razão, da tecnologia, do consumo e da produtividade apenas criava novas relações de poder. O "pirado" e o criminboso continuaram sendo reprimidos, só que por meio de uma técnica nova, em que vigiar e disciplinar eram mais importantes do que castigar com brutalidade.
No filme do Stanley Kubrick "Laranja Mecânica", um novo método foi usado para corrigir maus comportamentos, esse método era fazer o indivíduo ouvir Beethoven com os olhos vidrados em cenas violentas, eu, particularmente, usaria o mesmo método, mas mudando apenas o conteúdo, colocaria o pobre coitado ouvindo Metallica com os olhos vidrados no programa Zorra Total, depois de uma tortura dessas ninguém mais vai sair por aí rasgando dinheiro e dizendo que é Napoleão Bonaparte.

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